Dias após a morte da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, o síndico do prédio onde ela morava, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, isentou os moradores da taxa do condomínio, como uma “regalia”. Ele está preso desde 28 de janeiro, suspeito do crime. O corpo de Daiane foi localizado numa área de mata indicada pelo síndico.
SAIBA MAIS: Corretora assassinada: Síndico confessa crime e leva polícia ao local onde corpo foi desovado
Em áudio enviado a um grupo de troca de mensagens entre moradores do prédio, que fica em Caldas Novas (GO), o síndico reclamou que os condôminos não reconheceram o “bônus” que ele concedeu.
“Eu isentei a taxa de condomínio que venceu no dia 10 de janeiro, referente a dezembro. Eu isentei os proprietários do pagamento dessa taxa, como um bônus, uma regalia, né, para começar o ano com essa taxa a menos a ter que pagar. Eu considero que seja uma coisa positiva e não teve comentário. Agora, coisas negativas muita gente se atenta, né?”, questionou o síndico.
No mesmo áudio, que foi enviado ao condôminos antes da confissão do crime, Cleber demonstrava irritação com as investigações e tentava desvincular o prédio do caso. Ele classificou os comentários e questionamentos dos moradores sobre o caso como “fofoca” e “contaminação”.
“Eu removi ele (morador) do grupo porque me desrespeitou, que eu falei para não colocar um conteúdo dessa família, e ele colocou. […] Se tem uma coisa que eu odeio, é fofoca. Que fique todos sabendo: não me pergunte sobre vida alheia, não quero que me contem sobre vida alheia. Esse grupo não foi criado para isso”, ressaltou o síndico.
Cléber também tentou afastar a responsabilidade do condomínio sobre o desaparecimento de Daiane. “Não tem prova nenhuma de que essa pessoa desapareceu do prédio. Ninguém pode afirmar isso. E está praticamente atribuindo ao prédio uma responsabilidade que ele não tem. Então, vamos parar com isso aí, porque senão eu vou encerrar esse grupo. Já é minha vontade encerrá-lo. Está por um fio fazer isso.”
🤳 Reprodução Metrópoles
