Um elevador despencou do terceiro andar de um prédio em um condomínio residencial no bairro do Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa, no fim da tarde de quarta-feira (13). Dentro da cabine estavam uma mulher, de 36 anos, e duas crianças, de 3 e 5 anos, respectivamente. As vítimas ficaram feridas, mas estavam conscientes no momento do socorro, que, segundo informações, foi feito pelos próprios moradores. (Veja o vídeo no final da matéria)
Após a queda, as vítimas ficaram presas no fosso do elevador. Moradores do condomínio conseguiram abrir a porta da cabine do elevador e iniciaram o resgate por conta própria, antes da chegada das equipes de socorro.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender a ocorrência. Segundo relatos de moradores, a mulher foi retirada do elevador apresentando ferimentos e reclamando de dores pelo corpo, as crianças apresentavam ferimentos leves.
Em nota, a construtora do condomínio informou que “a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos de uso comum, incluindo os sistemas de elevação, recai integralmente sobre o condomínio a partir do momento em que os moradores passam a fazer uso regular desses equipamentos” e que “permanece à disposição das autoridades competentes e da administração condominial para colaborar com as apurações em curso”.
O condomínio já havia processado a construtora GGP por supostas falhas estruturais na construção do empreendimento e por problemas nos elevadores do local.
No processo movido pelo condomínio, houve a denúncia de “vícios estruturais nos elevadores” mesmo após a entrega do empreendimento, ocorrida em setembro de 2023. Entre os problemas relatados estão incêndio no fosso do elevador do Bloco B, queda abrupta de um elevador no Bloco D, travamentos, interrupções constantes e falhas em sistemas de segurança.
Na época, o magistrado que deu a decisão destacou que os documentos apresentados pelo condomínio demonstravam falhas recorrentes e potencial risco de acidentes graves ou fatais. O condomínio também afirmou na ação que o interfone de emergência dos elevadores estaria inoperante e que a construtora não teria solucionado os problemas, apesar de diversas reclamações administrativas feitas pelos moradores.
O processo teve uma decisão favorável para o condomínio em janeiro de 2025, determinando a substituição integral dos elevadores, no entanto, a construtora recorreu judicialmente e o processo ainda tramita na Justiça da Paraíba.
(Fonte: Jornal da Paraíba)
