O Condomínio Mar da Flórida, localizado no bairro São José do Barreto, em Macaé, vem enfrentando problemas sérios e recorrentes com infestação de cupins, que se intensificaram nos últimos meses e já atingem unidades residenciais. Segundo relatos da administração condominial, os insetos têm como principal foco um terreno vizinho abandonado. O problema teria começado em 2023, mas a situação se agravou no final de 2025. A Meu Condomínio tentou contato com a Prefeitura de Macaé por meio de e-mails enviados nos dias 21 e 22 de janeiro e também por telefone dia 26, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
De acordo com o síndico do condomínio, Everton, o problema não é recente e vem sendo comunicado ao poder público desde 2023. Naquele período, alguns apartamentos chegaram a ser afetados, mas os casos eram pontuais. Com o passar do tempo e o aumento das temperaturas, a infestação se espalhou e se tornou, segundo ele, insustentável.
“O problema piorou muito com o calor. Acredito que, com a falta de alimento e de matéria-prima no local, os cupins acabaram migrando para o terreno ao lado, que faz divisa direta com o condomínio”, explicou o síndico.
Everton relata que buscou novamente apoio da Secretaria de Meio Ambiente e da Defesa Civil, apresentando fotos e vídeos que comprovam a situação. No entanto, segundo ele, os órgãos municipais alegaram não poder intervir por se tratar de um terreno particular, o que gerou um impasse entre as secretarias.
“Eu questionei, porque se a Prefeitura tem informação sobre quem é o proprietário, ela pode notificar. Fui orientado a procurar a Secretaria de Fazenda, onde também abri protocolo, mas até agora nenhuma providência foi tomada”, afirmou.
Ainda segundo o síndico, mesmo sendo um terreno particular, o condomínio tem arcado com medidas paliativas para tentar conter o avanço da infestação. “Pagamos jardineiro para fazer manutenção, poda de árvores e capina ao longo de um muro com quase 500 metros de extensão. Mesmo assim, a Prefeitura não faz nada”, criticou.
Moradores relatam preocupação com possíveis danos estruturais e cobram uma ação efetiva do poder público para evitar que o problema continue se agravando.
A Revista Meu Condomínio segue à disposição para ouvir a Prefeitura de Macaé e atualizar esta matéria assim que houver posicionamento oficial.


