O reajuste da tarifa de água aplicado no início de 2026 tem preocupado síndicos, administradoras e moradores de condomínios. Apesar de a atualização anual dos valores ser comum neste período do ano, muitos condomínios foram surpreendidos por aumentos que, em alguns casos, ultrapassam 7% em relação a 2025, ficando acima da inflação registrada no país no ano passado.
Em 2025, a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 4,26%, o que evidencia que o reajuste da água superou a média geral de aumento dos preços. Na prática, isso representa um custo adicional relevante para os condomínios, que já lidam com elevação de despesas como energia elétrica, contratos de manutenção, folha de pagamento e serviços terceirizados.
Impacto direto na gestão condominial
A conta de água está entre as principais despesas fixas de muitos condomínios. Em alguns casos, o aumento pode levar à discussão sobre reajuste da taxa condominial ou à adoção de medidas emergenciais para equilibrar as contas. Condomínios mais antigos ou com sistemas hidráulicos defasados tendem a sentir ainda mais os efeitos do novo valor tarifário.
O que diz a concessionária
Em nota oficial, a ÁGUAS DO PARAÍBA S.A., concessionária responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário em Campos dos Goytacazes, informou os valores das tarifas que passam a vigorar a partir do mês de referência janeiro de 2026, com vencimento em fevereiro de 2026.
Segundo a concessionária:
A Tarifa Residencial de Água (TRA) passa a ser de R$ 7,0009 por metro cúbico, com tarifa mínima mensal de R$ 70,01;
A Tarifa Residencial de Esgoto (TRE) também será de R$ 7,0009 por metro cúbico, com tarifa mínima mensal de R$ 70,01.
Para os usuários cadastrados na Tarifa Residencial Social, os valores são diferenciados:
Tarifa mínima mensal de água para consumo de até 10 m³: R$ 35,00;
Tarifa mínima mensal de água e esgoto para consumo de até 10 m³: R$ 70,01.
Atenção ao consumo e ao planejamento
Diante do novo reajuste, a recomendação é que os condomínios reforcem ações de controle de consumo, invistam em manutenção preventiva e promovam a conscientização dos moradores. Em um cenário de custos crescentes, a gestão eficiente dos recursos se torna fundamental para preservar o equilíbrio financeiro e evitar impactos maiores no orçamento ao longo de 2026.
