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Governo de Hong Kong anuncia 13 prisões ligadas a incêndio em condomínio de arranha-céus que deixou 151 mortos

Redação
Atualizado pela última vez em: 01/12/2025 11:48
Redação
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4 minutos de leitura
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O governo de Hong Kong afirmou, nesta segunda-feira (1º), que 13 pessoas foram presas até o momento por suspeitas de ligação com o incêndio ao condomínio de arranha-céus que deixou 151 pessoas mortas na última quarta-feira (26).

Na última quinta-feira (27), a polícia realizou buscas no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, que, segundo a agência de notícias Associated Press (AP), era responsável pelas reformas no complexo de torres. Segundo a mídia local, a polícia apreendeu caixas de documentos como provas.

Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se todos os detidos tinham relação com a construtora.

Ainda segundo as autoridades, as telas de proteção que cobriam os andaimes ao redor dos prédios não atendiam às normas de resistência ao fogo. Chris Tang, secretário de Segurança de Hong Kong, afirmou que foram realizados testes em 120 amostras do material e sete delas não estavam dentro dos requisitos.

Os alarmes de incêndio dos prédios também não funcionavam corretamente, segundo o governo.

Na última sexta (28), os bombeiros concluíram o combate ao fogo. Por conta das proporções que tomou, engolindo sete torres de 31 andares do condomínio de prédios, o incêndio se tornou o mais mortal em Hong Kong em três décadas.

A causa do incêndio está sendo investigada, mas as autoridades acreditam que o fogo se espalhou rapidamente por telas de construção verdes e andaimes de bambu que estavam sendo usados em obras de reforma.

As doações para os sobreviventes atingiram 900 milhões de dólares de Hong Kong (R$ 618 milhões) até segunda-feira, segundo as autoridades, enquanto um fluxo constante de pessoas depositava flores, cartões e homenagens em um memorial improvisado perto do bloco de edifícios destruídos.

O complexo, localizado no distrito de Tai Po, possui cerca de dois mil apartamentos e abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo um censo realizado pelo governo em 2021. Cada uma das oito torres tem mais de 30 andares.

O incêndio

O Departamento de Bombeiros disse ter recebido o chamado às 3h51 no horário de Brasília (14h51, no horário local) sobre o incêndio. Centenas de agentes foram mobilizados.

Horas após o início do combate às chamas, a pasta elevou o alerta para o nível 5, o mais alto da escala. Outros mil policiais foram mobilizados, segundo o governo.

O Departamento de Transportes de Hong Kong informou que, devido ao incêndio, uma seção inteira da rodovia Tai Po foi fechada, e linhas de ônibus foram desviadas.

A polícia chegou a isolar dois quarteirões vizinhos ao condomínio de prédios por conta do incêndio, que depois foram liberados.

Hong Kong tem histórico de incêndios graves. O último de grande impacto ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram após um fogo causado por soldagem durante reformas internas. O episódio levou a mudanças nas regras de construção e segurança contra incêndios em prédios altos.

O uso de andaimes de bambu — tradicional na arquitetura chinesa e ainda comum em Hong Kong — está sendo reduzido após 22 mortes envolvendo trabalhadores entre 2019 e 2024. Pelo menos três incêndios com esse tipo de estrutura foram registrados neste ano, segundo uma associação de vítimas de acidentes industriais.

Fonte: G1

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