Um porteiro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por facilitar a entrada de criminosos em um condomínio de luxo no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo, e participar do sequestro de uma moradora. O crime aconteceu na garagem do edifício, onde a vítima foi abordada por integrantes de uma quadrilha.
A moradora permaneceu aproximadamente três horas sob o domínio dos criminosos, que utilizaram seu celular para realizar transferências bancárias no valor de R$ 3.300. Eles também tentaram contratar empréstimos em nome da vítima.
De acordo com as investigações, o porteiro facilitou a entrada do veículo utilizado pelos criminosos, sem cumprir os procedimentos de reconhecimento facial exigidos pelo condomínio.
Inicialmente, o porteiro alegou que havia sido ameaçado pelos integrantes da quadrilha. No entanto, imagens das câmeras de segurança contrariaram sua versão e contribuíram para comprovar sua participação no crime.
A Justiça considerou que a atuação do funcionário foi fundamental para a execução da ação criminosa e o condenou pelos crimes de roubo e extorsão.
O caso foi divulgado em reportagem da Record TV nesta quarta-feira (28).
Outro porteiro foi condenado por roubo milionário nos Jardins
O episódio não é isolado. Em setembro deste ano, outro caso ganhou repercussão nacional após a condenação de Alex Martins Mendes a 15 anos de prisão por participar de um roubo milionário em um condomínio de alto padrão na região dos Jardins, também em São Paulo.
O crime aconteceu na noite de 31 de dezembro de 2024. De acordo com as investigações, o então porteiro utilizou sua posição para facilitar a entrada de três homens encapuzados, que invadiram cinco apartamentos e levaram joias, relógios e dinheiro.
Durante a ação, uma funcionária foi mantida refém. O grupo permaneceu aproximadamente duas horas no edifício.
A investigação também revelou que Alex tinha antecedentes criminais e teria apresentado documentação irregular para conseguir o emprego. Ele permaneceu foragido até ser preso em maio de 2026.
