Um condomínio residencial com cerca de 40 anos de construção, localizado em Fortaleza, no Ceará, enfrenta uma grave situação estrutural que já obrigou aproximadamente 60 moradores a deixarem seus apartamentos. A evacuação ocorreu na terça-feira (13), após uma avaliação técnica identificar risco de colapso em um dos blocos do empreendimento.
O caso aconteceu no Condomínio Jardim Monte Castelo, situado entre os bairros São Gerardo e Monte Castelo. Ao todo, 16 apartamentos foram desocupados por orientação do engenheiro estrutural responsável pelas obras emergenciais.
O residencial possui dez blocos e abriga aproximadamente 300 pessoas. Segundo informações divulgadas pelo Diário do Nordeste, os problemas foram identificados após uma inspeção predial que revelou rachaduras profundas, afundamento do solo e comprometimento de elementos estruturais.
O engenheiro Pablo Torres, responsável pelo acompanhamento técnico, informou que o condomínio apresenta sinais de movimentação e recalque da estrutura, situação que pode comprometer a estabilidade das edificações.
Entre os problemas encontrados estão pisos afundados em apartamentos, rachaduras nas calçadas e paredes, portas que deixaram de fechar corretamente e janelas com dificuldades de vedação.
Problemas antigos e obras emergenciais
O síndico profissional Anderson Almeida, que assumiu a administração do condomínio neste ano, relatou que uma inspeção predial apontou a necessidade de avaliações mais aprofundadas. A contratação de um engenheiro estrutural revelou a gravidade da situação e a necessidade de intervenções urgentes nas fundações.
De acordo com a avaliação técnica, o empreendimento foi construído sobre terreno alagadiço, com problemas no aterramento. A proximidade do lençol freático também é apontada como um dos fatores que contribuem para a deterioração da estrutura.
As obras emergenciais devem durar entre seis e oito meses e incluem medidas de reforço das fundações.
Uma nova vistoria está prevista para quinta-feira (15), quando será avaliada a necessidade de retirada de outros moradores. Ainda não há previsão para o retorno das famílias que precisaram deixar seus imóveis.
Defesa Civil acompanha situação
A Defesa Civil de Fortaleza informou que acompanha as avaliações e intervenções realizadas no condomínio. Segundo o órgão, um relatório elaborado no início de outubro já havia apontado a necessidade urgente de medidas corretivas, embora naquele momento não houvesse recomendação de evacuação imediata.
O episódio chama a atenção para a importância das inspeções prediais periódicas e da manutenção preventiva nos condomínios, especialmente em construções mais antigas.
Problemas como rachaduras recorrentes, afundamento de pisos e alterações em portas e janelas não devem ser tratados apenas como questões estéticas. Esses sinais podem indicar comprometimento estrutural e exigem avaliação de profissionais habilitados.
Fonte: Diário do Nordeste
