A síndica do condomínio em Araçatuba (SP) alvo de denúncias dos moradores por suspeita de falsificação de assinaturas disse à polícia que assinou por metade dos condôminos em assembleia que determinou a instalação do sistema de energia fotovoltaica no local.
O g1 teve acesso ao inquérito policial, que foi instaurado em 16 de dezembro de 2025. Conforme consta no documento, o delegado responsável pela investigação é Pedro Paulo Negri.
Na segunda-feira (2), a síndica foi procurada pela reportagem para comentar as informações mencionadas no inquérito, mas preferiu não falar sobre o assunto.
Em depoimento à polícia, em 27 de janeiro deste ano, a suspeita esclareceu que os moradores que tiveram suas assinaturas falsificadas não tinham conhecimento do fato e não participaram da assembleia.
“Esclareço que eles não tinham ciência do fato. Que imaginei que não geraria consequências para os moradores, visto que a implantação do projeto de energia solar seria pago com a economia de energia proporcionada ao condomínio”, consta no inquérito policial.
Ainda segundo a mulher, o projeto para implantação do sistema de energia fotovoltaica teria um investimento de R$ 209 mil ao condomínio.
“Esclareço que o projeto não foi implementado, de modo que pedi a suspensão do mesmo até o final das investigações. Que o valor do projeto era de R$ 209 mil, que o recurso viria de financiamento junto ao Banco Santander, que as prestações do financiamento seriam pagas através da economia de energia gerada”, disse a suspeita à polícia.
O condomínio, que é composto por 26 blocos e 832 apartamentos, fica no bairro Umuarama. Aos policiais, a mulher confessou que 50% das assinaturas foram falsificadas por ela, o que representa ao menos 416 moradores.
“Para a aprovação do projeto, era necessário o quórum, ou seja, de 418 votos. O quórum foi conseguido, mas acredito que assinei por aproximadamente a metade dos moradores, visto que muitos moram fora, não tinham como ir votar, e a situação era em benefício do condomínio”, diz no inquérito policial.
Denúncias
As denúncias foram registradas na Delegacia de Polícia Civil após alguns moradores, que não participaram da assembleia, notarem que suas assinaturas constavam no documento sobre a instalação do novo projeto.
(Fonte: G1)
