De acordo com a administração do condomínio, as fissuras apresentam diferentes níveis de gravidade, algumas consideradas mais severas, e estão localizadas justamente em uma área sensível, que não pode ser manuseada pelo próprio condomínio devido ao risco de curto-circuito e choques elétricos.
O síndico Jocimar explica que o cômodo onde estão instalados os transformadores foi construído de forma independente da estrutura principal do prédio, sem comprometimento direto das colunas e da edificação como um todo.
Ele informou que o condomínio já tomou providências legais. Em 2024, foi ingressada uma ação judicial solicitando que a concessionária Enel realize as intervenções necessárias no local. Conforme as normas técnicas vigentes, o condomínio não tem autorização para executar reparos nessa área específica, justamente por envolver equipamentos de alta tensão.
O condomínio possui 40 anos e 15 andares, com oito apartamentos por andar.
Nota da Defesa Civil
De acordo com a Defesa Civil, a sala de comunicações recebeu uma solicitação de um dos moradores e, a partir disso, uma equipe do setor de engenharia realizou vistoria técnica no local.
Durante a análise, foi constatado que a situação não está relacionada à estrutura original do prédio, mas a um anexo construído ao lado, sem a devida amarração estrutural, utilizado apenas como abrigo para um transformador pertencente à Enel.
A Defesa Civil notificou formalmente à concessionária, solicitando a retirada do transformador do local, para que os reparos necessários possam ser executados com segurança. Segundo o órgão, não é possível realizar manutenção estrutural ao lado de um equipamento de grande porte e alto risco como o transformador. Ainda de acordo com a Defesa Civil, o síndico foi notificado sobre o problema.
