Um vazamento de gás em um condomínio residencial acendeu o alerta para o risco de explosão e asfixia em ambientes fechados. A ocorrência ocorreu na madrugada do último domingo (3), em Bento Gonçalves, e envolveu Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), altamente inflamável, com alto risco de um desastre caso não fosse identificada a tempo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado após moradores perceberem um forte odor de gás vindo de uma das torres do Condomínio Videiras. Como medida imediata para conter o risco, os militares realizaram o fechamento da central de gás, interrompendo o fornecimento em todo o edifício, e iniciaram uma varredura técnica nos dez pavimentos.
Com o uso de detector de gases, foi identificada alta concentração no apartamento 402. Diante do risco iminente de explosão e da ausência de moradores, o síndico autorizou a entrada forçada na unidade. No interior do imóvel, os bombeiros realizaram ventilação natural para dispersão do gás e identificaram que o vazamento era causado por uma boca de fogão aberta, descartando falha na tubulação.
Após o fechamento da válvula e a estabilização do ambiente, o local foi liberado e entregue ao síndico.
O caso reforça o potencial de risco do GLP dentro de unidades residenciais. Por ser mais pesado que o ar, o gás pode se acumular em áreas baixas, aumentando o perigo de explosões ao menor contato com fontes de ignição, como interruptores elétricos. Além disso, o acúmulo em ambientes fechados pode provocar asfixia.
A recomendação é que moradores redobrem a atenção com registros, mangueiras e queimadores, especialmente ao sair de casa, já que pequenas falhas podem colocar em risco toda a estrutura do condomínio.
