Moradores de um condomínio na Região Metropolitana do Recife, destituíram o síndico após a aprovação de uma obra de mais de R$ 2 milhões sem autorização da assembleia. A decisão ocorreu em 28 de fevereiro de 2026, com 90 votos favoráveis à saída e apenas 3 contrários. O caso ganhou repercussão esta semana após a divulgação de um vídeo da votação.
Segundo relatos dos moradores, o síndico teria incluído indevidamente em ata a aprovação da obra, que previa pintura da fachada e reparos de infiltração. Os moradores afirmam que só perceberam a situação quando a taxa de condomínio subiu de R$ 238 para R$ 408, devido a uma cobrança extra parcelada em 52 vezes. A desconfiança aumentou diante de inconsistências no contrato e do ritmo lento da obra.
Sem o comparecimento do síndico na assembleia convocada para prestar esclarecimentos, os condôminos votaram pela destituição, paralisação da obra e eleição de um novo gestor. O residencial conta com 35 blocos e 560 apartamentos, tendo sido inaugurado em 2017.
Procurado, o síndico informou que “não procede a informação de falta de aprovação” e afirmou que foram realizadas três assembleias. Segundo ele, na primeira houve a aprovação da taxa extra, com valor mínimo de R$ 100 por parcela, após o pagamento da entrada. Na segunda, teria sido aprovada a execução da obra e a contratação da engenheira responsável pelo acompanhamento. Já na terceira assembleia, a pauta teria sido apenas a escolha da empresa responsável pelo serviço.
O síndico também alegou que a destituição foi irregular, afirmando que houve participação de condôminos inadimplentes na votação e que a ata da assembleia apresenta inconsistências. Ele acrescentou ainda que todas as atas estão disponíveis no portal e no aplicativo do condomínio.
