Após quase três anos da denúncia sobre problemas estruturais que levaram à interdição de blocos, o Residencial Parque dos Cavaleiros I e II, em Macaé, segue com restrições. Nova vistoria da Defesa Civil, realizada nesta quarta-feira (1º), resultou na desinterdição de seis dos 25 blocos, condicionada ao cumprimento de exigências técnicas no prazo de 60 dias.Após esta etapa, os moradores poderão retornar. Leia a nota da Defesa Civil no final da matéria.
Macaé: prédio cheio de rachaduras assusta moradores. Vídeo
A inspeção desta quarta ocorreu em meio a uma decisão da Justiça Federal, obtida a partir de ação do Ministério Público Federal (MPF), que determina que a Caixa Econômica Federal e as construtoras responsáveis apresentem um plano de recuperação dos prédios, com indicação dos estudos técnicos e das obras necessárias para a solução definitiva dos problemas identificados.
Macaé: Defesa Civil fará nova inspeção nesta segunda em prédio cheio de rachaduras
Os problemas estruturais no empreendimento já haviam sido reconhecidos anteriormente pela Justiça Federal, que apontou a existência de vícios construtivos relevantes, como fissuras, trincas e movimentações de solo.
Após nova vistoria da Defesa Civil, Caixa recebe prazo para sanar rachaduras em condomínio de Macaé
O que precisa ser cumprido para o retorno dos moradores:
Entre as condicionantes estão a apresentação, em até 60 dias, de documentação atualizada do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, além da regularização das instalações elétricas, do abastecimento de água e do sistema de esgotamento sanitário, bem como a realização de intervenções de manutenção e recuperação estrutural.
Também foi estabelecido o prazo de até quatro meses para a apresentação de laudo técnico conclusivo que comprove a estabilidade do terreno e das edificações.
Para a advogada dos moradores, Lilian Rodrigues, a nova vistoria reforça a necessidade de solução definitiva: “A atuação da Defesa Civil demonstra que a situação ainda requer atenção técnica contínua. Os moradores aguardam o cumprimento efetivo das determinações judiciais, com a adoção de medidas que garantam segurança para o retorno às suas residências”, afirma.
Nota da Defesa Civil:
O setor de engenharia da Secretaria Executiva de Defesa Civil informou que não foi constatado risco estrutural algum. As restrições apontadas elencam medidas para o restabelecimento da habitabilidade dos blocos desocupados e a replicação das medidas mitigatórias (reforço com recuperação estrutural), como o que fora realizado com sucesso nos blocos 25 e 7 para todos os blocos do condomínio, sem exceção tendo em vista a constatação de que trata-se de vício construtivo e que, portanto, há potencialmente a possibilidade de se apresentar em todos os blocos e que já estariam ocorrendo em fase inicial, sem risco iminente e portanto em plenas condições de ocupação nos blocos 15 e 22.


