Um casal de idosos afirma viver com medo e avalia deixar Cuiabá após ter sido agredido por um policial civil aposentado dentro de um elevador de um condomínio no bairro Cidade Alta. O caso ocorreu na noite de quinta-feira 11 e foi registrado como injúria, lesão corporal e importunação sexual.
Segundo o relato da vítima, um homem de 62 anos, ele e a esposa não retornaram ao apartamento desde o episódio e estão em um local provisório. O casal afirma temer por novas ações do suspeito, que, segundo eles, já teria histórico de conflitos com moradores do prédio.
A vítima relata ainda que a esposa não se sente segura para voltar ao imóvel. Ele afirma que o fato de o agressor ser policial civil aposentado aumenta a sensação de vulnerabilidade do casal.
O homem também diz ter sofrido lesões nas costelas e na boca em razão dos socos e chutes durante a agressão.
Histórico de conflitos no condomínio
De acordo com a vítima, o policial aposentado já teria se envolvido em outras ocorrências no condomínio. Ele afirma que os desentendimentos começaram após uma acusação de assédio envolvendo a esposa do investigado e outro morador, situação que posteriormente não teria sido confirmada por imagens de segurança.
A partir disso, segundo o relato, ocorreram episódios de tensão entre moradores, que passaram a evitar contato com o casal em áreas comuns do prédio, como o elevador.
O idoso afirma ainda que, em uma ocasião anterior, teria sido alvo de ofensas verbais e ameaças dentro do elevador, com declarações de teor homofóbico, segundo ele.
Agressão no elevador
No episódio mais recente, o casal afirma que tentou evitar o contato com o policial ao perceber sua presença no condomínio, mas acabou encontrando o suspeito no elevador.
Segundo o relato, o homem teria tentado entrar no elevador com força e iniciado uma discussão logo em seguida. A situação evoluiu para agressões físicas dentro do equipamento.
A esposa da vítima também afirma ter sido atingida nos braços e nos seios ao tentar intervir para defender o marido.
Após o ataque, o casal procurou abrigo no apartamento do síndico e, em seguida, registrou ocorrência na delegacia. Até o momento, o suspeito não foi localizado.
A vítima afirma ainda que o filho do policial, um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), teria presenciado parte da situação e ficado em estado de choque.
Investigação
A Polícia Civil confirmou o registro do boletim de ocorrência e informou que o caso foi encaminhado à Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI), que instaurou procedimento para apurar os fatos. A corporação reforçou que o suspeito é policial civil aposentado e não integra mais o quadro ativo da instituição.
